Educação financeira é fundamental para reduzir o endividamento

26 de maio de 2026
Agência Brasil

A falta de planejamento e as dívidas dos brasileiros têm um custo emocional alto, com 50% das famílias afirmando que dinheiro é motivo de estresse. A informação consta no relatório mais recente do Banco Central sobre Cidadania Financeira de 2025.

Essa condição afeta a saúde, a produtividade no trabalho, reduz a poupança e torna o crédito mais caro, segundo o estudo do próprio BC e o consultor financeiro Rogério Olegário.

A solução, de acordo com o especialista, passa por uma mudança de cultura. Por isso, educar financeiramente a população, desde cedo, é fundamental.

“A educação financeira deve ser contínua e iniciada desde a primeira infância. Ela envolve exemplos de honestidade, paciência, capacidade de espera, colaboração e organização da vida como um todo. Um ponto importante é ajudar a desenvolver o senso de saciedade, o senso de limites, sem excessos. A criança precisa aprender que nem sempre é necessário querer ou desejar tudo para ser feliz”. 

Deixar a criança resolver problemas do seu mundo, dentro das suas possibilidades, também ajuda a desenvolver autonomia, criatividade e capacidade de decisão. O consultor Rogério Olegário dá, ainda, um conselho importante para os pais.

“O exemplo dos pais é decisivo. As palavras convencem, mas os exemplos arrastam. Por isso, também recomendo que os pais busquem conhecimento e formação para que possam ensinar melhor os filhos pelo exemplo, principalmente”. 

Já as escolas podem completar o trabalho dos pais, abordando temas como empreendedorismo, colaboração, trabalho em equipe e cidadania.

Na avaliação do Banco Central, a educação financeira gera ganhos para o país e para as famílias, como afirmou o consultor financeiro Rogério Olegário.

‘Na família, mais poupança, mais tranquilidade financeira, melhor capacidade de lidar com emergências e maior facilidade para construir patrimônio. Já na sociedade, a educação financeira contribui para o aumento da produtividade, para a formação de uma cultura de poupança e para atitudes mais responsáveis em relação ao consumo e ao próprio trabalho. Já para o país, a educação financeira se traduz numa economia mais forte, um crédito mais barato, as taxas de juros vão baixar, maior capacidade de poupança e investimento, além de menor pressão sobre o Estado, porque as pessoas educadas financeiramente vão depender menos do Estado”. 

Na próxima matéria da série Educação Financeira, você vai conhecer o método dos três baldes que o brasiliense Rodrigo Paiva usa com os filhos para ensiná-los a lidar com o dinheiro. Um assunto que tem tudo a ver com a 13ª Semana Nacional de Educação Financeira, que segue até 24 de maio. Este ano, o tema aborda a prosperidade do cidadão por meio do conhecimento sobre finanças.

No site do Banco Central, por exemplo, existem conteúdos sobre ensino financeiro, inclusive para crianças e adolescentes, e dicas de como sair do sufoco e de como investir. Lá, você também encontra cursos gratuitos sobre gestão de finanças pessoais, educação financeira nas escolas, além de séries de vídeos e cartilhas. Basta digitar www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira/cursos.

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